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Tucker 1035 de Roberto Lee será restaurado?

Recentemente a filha do falecido colecionador Roberto Lee fez um acordo com a prefeitura de Caçapava, que vai lotear terreno do famoso museu ali localizado. Os carros passaram para a prefeitura, que retirou todos do local com a supervisão de JC Flores, incluindo ai o raro Tucker Torpedo de chassi número 1035.

Os termos da doação do acervo foram firmados entre a Prefeitura e Mariângela Matarazzo Lee, detentora do acervo. A assinatura aconteceu em reunião no Gabinete do Executivo e contou com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo, secretários municipais, vereadores e membros do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico e Cultural de Caçapava. O acervo é composto por 27 veículos, motores, gravuras e uma locomotiva, todos de grande valor histórico. A coleção pertencia à família de Roberto Eduardo Lee e encontra-se alocada na Fazenda Esperança, em Caçapava, desde 1964, onde recebia visitas constantes de colecionadores e interessados. O museu foi tombado como patrimônio histórico pelo Condephaat – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico. Em 1993 o museu foi fechado e o acervo ficou em situação de abandono. Em 2005, a Prefeitura iniciou o contato com representantes da família para um acordo de transferência e recuperação do museu.

 

Nesta foto da década de 50, o Tucker 1035 circula no Rio de Janeiro

O Tucker do museu, importado para promover a marca no Brasil, foi parar numa revenda de São Paulo, entre o fim dos anos 40 e começo da década de 50. Agop Toulekian o comprou e passou quase duas décadas com o veículo. Impressionante é o fato do carro nunca ter apresentado problemas mecânicos, segundo o filho do antigo proprietário. O grande problema era a parte elétrica. Segundo ele uma vez o painel chegou a pegar fogo.   

O carro foi vendido para Orlando Bombarda e logo depois para Eduardo Matarazzo, que o cedeu para Robert Lee, o qual montou o primeiro museu do automóvel do Brasil, em Caçapava (SP). Sobre esse carro, o jornalista Flávio Gomes fez o seguinte comentário: “Visualmente, o maior problema do carro, chassi # 1035, é a falta do “cyclops eye” (farol central que acompanhava as curvas), a ferrugem e um vidro quebrado. Mas um olhar mais atento percebe que esse carro já foi muito modificado. Nota-se que o painel completo é de Cadillac Série 62, ano 1947 — nada a ver com Tucker. O volante, a barra de direção, o seletor de câmbio automático e o pedal de freio são do mesmo Cadillac — isso indica que a mecânica completa foi trocada em algum lugar do passado! Em uma das fotos do carro na prancha, acho que vi até um feixe de molas na traseira, como o do Cadillac, reforçando essa história da transformação. A suspensão do Tucker era bem diferente. Saiu o motor Franklin seis cilindros boxer montado bem no meio do eixo traseiro, e entrou um V8 dianteiro. A tampa do tanque adaptada no para-lama traseiro é outro indício da adaptação”.

 

O Tucker hoje, após ser retirado do museu

O escritor Alexandre Badolato, especialista na linha Chrysler, conta uma história interessante sobre o carro:  “Tenho um amigo chamado Júlio, que conheço há quase 20 anos, que também tem Dodge. Nos conhecemos na Escola Politécinca da USP em 1989 ... Ele ainda era adepto da gravatinha, tinha um bom Opala Gran Luxo 4100 72. O Júlio tinha um amigo chamado Egídio, que foi devidamente rebatizado de Ofídio. Nossas conversas só saiam da discussão Dodge x Opala x Maverick quando o assunto era Tucker ... O Ofídio jurava que o tio da mãe dele (tio de segundo grau dele) teve um Tucker desde 0 km. E contava algumas histórias do carro, sempre ratificada pela progenitora do mesmo, mulher muito simpática, residente à uma bela casa próxima da Praça Panamericana, cujo primeiro nome não me recordo, mas o sobrenome era Reuters (igual à agência internacional de notícias - só porisso que eu lembro !). Bom, o Ofídio se casou e perdemos contato com ele ... Eu e o Júlio também sabíamos do Tucker de Araraquara. Então, para nós, haviam 2 Tuckers no Brasil: o de Araraquara e o do tio do Ofídio, que julgávamos desaparecido. Achei então que o Tucker do tio do Ofídio deveria ser o de Araraquara. Liguei para o Júlio e pedi para ele me contar toda a história do Tucker do tio do Ofídio, que relato à seguir, na esperança de que alguém 'cruze os dados'.

 

Segundo a Ex-srta. Reuters (Reuters era nome de solteiro, ela deve estar viva hoje, deve ter uns 60) o tio dela comprou o Tucker provavelmente 0km. Homem de negócios de sucesso, foi presidente da Belgo Mineira e passava temporadas na Europa. Quando ia para o velho continente, com frequencia embarcava o Tucker no navio e o utilizava na sua estadia européia. O homem era solteiro e quando faleceu (segundo informações no início da década de 70), não tinha herdeiros. A responsável pelo inventário foi a ex-srta.Reuters (também não sei se o sobrenome dele era Reuters, ou seja, se ele era tio dela por parte de pai ou parte de mãe). No inventário constava um Automóvel Tucker 1949, cujo paradeiro físico ela desconhecia. Algum tempo depois, ela descobriu que o carro estava na garagem de uma das casas do tio, sem motor! O motor, segundo relatos, foi tirado pelo excêntrico tio falecido solteirão, para ser instalado em um barco! Se chegou a ser instalado ou não, ninguém sabe. A casa onde o automóvel ficou provavelmente era no Jardim Europa, bairro até hoje mais caro da capital bandeirante. Algum tempo depois a ex-srta. Reuters foi até a casa para verificar o estado do carro. Mas o carro já não estava mais lá.

 

O ex-motorista do finado tio tinha se apoderado do carro e vendido !!! Ela não deu a mínima importância, afinal de contas um carro velho 1949 e sem motor ... quem iria querer um troço daquele ? As datas parecem bater, afinal de contas o carro foi vendido no começo da década de 70 e o Roberto Lee foi-se em 1975. Ainda dá tempo do Matarazzo ter adquirido o carro do tio do Ofídio e vendido ao Roberto Lee ...  Se a teoria do carro ter ido primeiro e o motor ia depois for verdadeira, esta deve ter sido uma das últimas aquisições de Lee, não dando tempo do motor chegar. Outra teoria possível é Lee ter comprado o carro sem motor e o Matarazzo ter comprado o motor sem o carro, já que os dois foram separados ainda em poder do tio do Ofídio. Outro ponto: quando a ex-srta.Reuters descobriu que o motorista tinha se apoderado do carro, será que ela passou a documentação ao mesmo ? Uma coisa é não se importar, outra é regularizar a documentação para ele. Seguindo a especulação. Se a ex-srta Reuters não passou os documentos para o motorista, e ninguém fez uso de um despachante ‘milagroso’, o carro ainda deveria estar em nome do tio da mãe do Ofídio !!!! Não faz sentido ? Bom, sabe-se lá o quanto de verdade tem nisso tudo.”.

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Comentários 

 
#1 Gerado C. Meireles 27-01-2011 13:14
Sr. Flavio,
O Tuckert q. aparece na foto foi encontrado na rua Lopes de Oliveira, na Barra Funda, SP, pelo Roberto Lee, quem depois de muito tempo, notando q. o carro ali estava sem dono, o removeu e do mesmno se apossou. Grande amigo do Eduardo André Matarazzo, resolveram os dois, em sociedade, restaurar o carro. Não sei como explicar mas isso nunca se realizou, e, provavelmente, na época o motor foi retirado da correceria, pelo Eduardo para recondicionamen to. Nesse interim a carroceria foi recolhida no galpão da fazenda do Roberto em Caçapava e o motor de posse do Eduardo André. Com o falecimento do Roberto, o espolio nada fez para reaver o motor, e depois, também tendo falecido o Eduardo André, a situação manteve-se na mesma. Fato é que o motor encontra-se no museu do Eduardo André, em Bebedouro, gerido pela filha Patricia Matarazzo, quem, inclusive cre q. o carro como um todo pertenceu a seu pai e não ou Robeerto Lee.
Atenciosam/
Geraldo M.
 
 
#2 marcelo 27-01-2011 17:18
Boa Tarde , sou a pessoa que a reportagem falou que não tem a mínima noção automotiva !! Eu quem retirou o Tucker do local onde estava por aproximadamente 40anos .
Estou coordenando todo trabalho de remoção dos carros , e de higienização , e depois preparar os carros pra que seja apresentado ao público
Essa foto com o pneu vazio foi tirada por mim , logo depois que retirei o Tucker da plataforma . o pneu foi enchido sim .. observe o trazeiro , acho que deveriam perguntar ... o pneu esta estourado e com a camara de ar podre .. não tinha como descer o Tucker diretamente em cima do cavalete . e se quiserem ver o carro hoje , verá que ja arrumei o pneu
E pode ficar tranquilo , que não vou lavar o carro . irei sim higienizar,se desejar além de fotos , tenho filmagem na hora exata quando coloquei o carro e tirei de cima da plataforma , pergunte antes de falar besteira
 
 
#3 marcelo 27-01-2011 17:28
outra coisa ... o painél não é de Cadillac e sim de Buick . foi adaptado uma mecanica de Buick nesse Tucker, eu vi de perto a adaptação , o suporte de coxim de motor e demais que foram feitas no carro . ... mas é um Tucker !!!
 
 
#4 marcelo 27-01-2011 17:53
Foi difícil do Tucker sair de lá , e ninguém viu como estava a situação do local , levamos 4 dias pra conseguir tirar o Tucker , poderia fazer um comentário positivo , pelo menos isso . !! Vc tinha que fazer como a Classic Show , vir aqui e perguntar . pra saber no mínimo o projeto de revitalisação do Museu .
 
 
#5 José Marinho 27-01-2011 20:28
Não apresentar problemas mecanicos e os problemas eletricos inesplicaveis eram tipicos dos Tucker.
 
 
#6 gilson ,domfanta 27-01-2011 22:27
e dom o baguio e locomato o ceis de inveja eu mecanico me reencontrojunto com o marcelo e o tucker todos os dias hoje ele e o nosso mais novo filhos
 
 
#7 Luiz 29-01-2011 15:12
Perdão pela intromissão, senhores, mas vou por mais lenha na fogueira.
Uns dez anos atrás tive uma conversa por telefone com o jornalista Caruso, da revista AUTO E TECNICA, que sempre anunciava comprar miniaturas antigas para revender em sua loja.
Liguei para oferecer umas de minha infancia, bem cuidadas e comentei sobre o motor de helicoptero do tucker, sempre exposto no museu Matarazzo de Bebedouro, Moro na região e visito varias vezes por ano o museu. Qual foi meu espanto quando ele disse que existem dois tucker no Brasil, falou o que sabemos do preto e que o segundo é azul e está imaculado em uma coleção de Ribeirão Preto. Como o filme do Coppola sobre a vida do Preston Tucker estava em cartaz, o carro ficaria escondido mais alguns anos por segurança e valorização. Não sei se ele me pregou alguma peça, mas na época, consultava o site oficial do carro e entre os 52 carros, constavam 2 no Brasil e uns 3 com destino incerto. Continuem alinhavando a história, um abraço.
 
 
#8 vanderlei 10-02-2011 21:21
Marcelo parabéns pelo trabalho de retirada dos veiculos, e não ligue para a torcida, pois só querem criar polemicas.
Quero ver quem arregaça as mangas e vai a luta. São poucos, continuem o trabalho com seriedade e verão que os aplausos serão maiores do que aqueles que andam na contra-mão.
Saudações e forte abraço a todos.
 
 
#9 JANIO OLIVEIRA 15-02-2011 12:52
Prezados Amigos, fiquei surpreso em ler esta reportagem que me chegou hoje atravez do Blog da Hemmings edicao digital americana.
Caso os restauradores precise de alguma ajuda para procurar pecas para este Tucker aqui nos EUA conte conosco.
 
 
#10 f.silvasantos 15-02-2011 21:29
Agradeço aqui de PORTUGAL as vossas newsletters
O meu muito obrigado.
fernando silva santos
 

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